O Reitor do Seminário - Propedêutico Pe. Luiz Gustavo Scombatti

“A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos”!

Geralmente, quando falamos algo sobre vocação, logo vêm em nossa mente e em nosso coração que este assunto é somente para seminaristas, religiosos (as), padres, etc. Isto também é um modo de escutar a voz de Deus, mas não podemos nos esquecer de que vocação é algo próprio de todo batizado e que todos devem sempre responder com generosidade a este chamado.

Durante o mês de agosto focamos nosso olhar sobre as vocações religiosas, mostrando que Deus tem sido sempre muito generoso para com sua igreja sempre suscitando homens e mulheres para trabalhar em vista do anúncio do Reino. É também momento forte para intensificarmos nossas orações para que tenhamos sempre novos anunciadores da Boa Nova de Jesus Cristo.

É chegado o momento de nossa comunidade formativa intensificar sua oração pelo aumento e santificação das vocações. O Seminário deve ter sempre a preocupação de rezar pelas vocações para que os jovens possam sentir este dom batendo em seus corações e respondam com generosidade à este chamado de Deus.

Também as famílias dos seminaristas são chamadas a viver em vocação, ou seja, de serem realmente famílias que rezam pela vocação de seus filhos. Por isto é que no mês de agosto somos agraciados com a Semana Nacional da Família, onde todos dentro de seus lares devem sempre responder positivamente aos propósitos que Deus tem para cada um, sendo que isso deve sempre ser realizado de coração sincero. Rezando pelas vocações, a família se torna o porto seguro onde o vocacionado encontra forças para viver sua vocação.

Que nossas famílias e as comunidades eclesiais rezarem para surgir novas vocações para servir o Reino de Deus, pois todos irão ganhar diante da presença de Deus e isso faz com que a mensagem do Evangelho possa ser difundida, pois teremos mais operários para servir a messe.

O Reitor do Seminário - Teologia Pe. Marcelo Adriano Cervi


“Rogate, ergo!”
Pedindo a Deus por vocações

Nosso Pastor Diocesano, Dom Fernando, insiste sempre que, em cada Santa Missa, após a comunhão, se reze ou cante o refrão “Enviai, Senhor, muitos operários para a Vossa Messe pois a Messe é grande e os operários são poucos!”. Aqui no Seminário e em muitas de nossas Paróquias, este gesto já se tornou costume e temos certeza que o Bom Deus acolhe generoso a nossa súplica.

De fato, não podemos nos queixar do número de vocações. A resposta abundante de Deus e o sério trabalho de nossos agentes do Serviço de Animação Vocacional em toda a Diocese bem como dos Formadores encarregados da seleção dos candidatos estão a propiciar que cada ano um côngruo número de jovens bata às portas do Seminário Diocesano. São jovens bons, filhos da nossa gente e que trazem consigo, na maioria das vezes, a enriquecedora experiência de ter vivido numa Comunidade Paroquial. Costumo dizer, sintetizando o feito: “é gente da Igreja para a própria Igreja!”. Cumpre-se o que o Papa Bento XVI nos recordou na mensagem para o dia mundial das vocações: “o testemunho suscita vocações”; testemunho dos padres sem dúvida, mas também testemunho das Comunidades onde realmente se vive um ambiente de serviço e de entrega ao serviço de Deus e da Igreja.

Contudo, não podemos nunca dar-nos por satisfeitos: se por um lado as vocações existem e temos visto ordenações todos os anos, por outro as baixas também começam a existir por idade, enfermidade e outros fatores e o apelo é sempre mais crescente: a messe continua grande! Cabe a nós despertar-nos àquela “cultura vocacional” capaz de fazer surgir jovens dispostos e generosos, apaixonados por Jesus Cristo, para entregar-se ao serviço da Igreja.

Nesse campo, nossas iniciativas ainda são tímidas embora tantos passos tenham sido dados (desde a construção do Seminário até o aumento do número de vocações se pensarmos, por exemplo que há 20 anos em todo o Seminário tínhamos apenas 8 seminaristas e hoje eles são 25). Da parte nossa, de consagrados, anda faltando coragem e entusiasmo para abordar os adolescentes e jovens mais diretamente; da parte do laicado urge despertar para o sentido de uma entrega total que seja capaz de realizar a pessoa, uma vez que em muitos ambientes nossos a decisão pela consagração sacerdotal e religiosa algumas vezes é tratada fora de sua beleza e verdadeiro significado. Algumas considerações sobre a vida sacerdotal (e certas vezes chacotas e considerações inoportunas) colocam muito acento na renúncia que comporta o celibato, por exemplo e pouco naquela de uma entrega total que liberta e faz crescer a pessoa e a comunidade.

Estas são pequenas facetas (talvez nem as mais pertinentes) de uma questão que precisa nos ocupar e preocupar. O próprio Senhor, diante da urgência do anúncio, colocou esta situação em evidência e de seu amoroso coração deixou escapar o quanto isso lhe está caro, dando-nos o ensinamento: “rogai, pois ao Senhor da Messe que envie operários para a sua messe!” (Lc 10,2). Que o mês de agosto – sempre mês vocacional para nós – desperte nossa atenção para a oração incessante e o ambiente vocacional que deve nos caracterizar como Povo de Deus e faça-nos ainda mais comprometidos com o trabalho vocacional.
1° Página - Edição IV de Agosto 2010


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Aniversariantes do Mês


04/07 - Pe. Adilson Pedro da Silva (Professor)

08/07 - Angêla Maria P.P. Rodrigues (Funcionária Fil.)

09/07 - Leandro da Silva Nandes (Seminarista Propedeuta)

20/07 - Maria Inês Guiné Pinto (Professora Prop.)

20/07 - Sebastião de M. Viana Junior (Seminarista Fil.)
22/07- Pe. Flávio José Profito (Formador Filosofia)
22/07- Gisele Gomes Bedore (Funcionária)
31/07- Pe. Luis Fernando N. de Souza (Form. Espiritual)
DESEJAMOS A TODOS OS ANIVERSARIANTES DO MÊS UM FELIZ ANIVERSÁRIO, COM MUITAS FELICIDADES, REALIZAÇÕES E MUITAS BÊNÇÃOS! PARABÉNS!!!

Acontece no Seminário

* Do dia 04 ao dia 10 de julho, os seminaristas Jefferson (1º Teol) e Bruno Ferreira (3º Fil) participam do 1º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas em Brasília, com o tema: “Chamados para estar com Ele e enviados” (Mc 3,14) e o lema: “Formação presbiteral para uma missão sem fronteiras”

* Os seminaristas Audive Bissoli (1º teol) e Renan Rocha (2º Fil) participam em Aparecida do Curso sobre a Lectio Divina, organizado pela OSIB, de 04 a 09 de julho.

* O seminarista Bruno Siqueira (3º Teol) participa da Escola de Catequistas em Araras, do dia 12 ao dia 16de julho.

* Rosinei Erasmo (4º Teol) participa do Congresso Estadual da Pastoral Familiar, em Campinas SP, de 16 a 18 de julho.

Que Livro estou lendo ? (3/3)



“A oração como encontro”

Estou terminando de ler o livro “A oração como Encontro” de Anselm Grün, publicado pela editora vozes. É um convite para meditar, refletir e pensar na profundidade da relação entre oração e encontro.

“[...] Os termos encontro e oração são meios através dos quais temos acesso ao espírito desta obra. Estes termos, embora comuns, não indicam coisas simplesmente dadas, já conhecidas e dispostas de antemão. Nesta obra, encontro e oração apontam para uma realidade especifica, que exige de nós uma atitude fundamental de abertura de quem deseja conquistar o aprendizado de uma experiência concreta e de uma compreensão adequada do que significa oração[...].” ( Jair Ferrandim).

Recomendo leia esta obra, e que a oração como encontro, torna-se um habito e vivencia na vida de cada um.

Vinicius Felippe (1° FIL)

Que Livro estou lendo ? (2/3)



FLOR SEM DEFESA:
Uma explicação da Bíblia a partir do povo.


Sempre que lemos ou estudamos a Sagrada Escritura, dúvidas impares surge, dificultando a compreensão. Então, para facilitar os estudos, iniciei uma leitura rápida e muito agradável do frei Carlos Mesters (frade carmelita holandês, missionário no Brasil desde 1949. Sacerdote desde 1957, doutor em Teologia Bíblica).

Com redação fácil, este exímio autor transfere para o papel uma paixão que misticamente está presente na sua vida. Inicialmente, Mesters amplia a visão daqueles que estão ávidos à leitura bíblica, esclarecendo e argumentando o quão conhecido é este livro e, principalmente mostrando que entre suas páginas, encontram-se riquezas inigualáveis de tempos vividos e descritos, os quais trazem respostas a nós, mesmo, nos dias de hoje. No entanto, antes de lermos a Bíblia o autor deixa claro que questões há respeito de como surgiu a Sagrada Escritura é normal. Assim, para compreender que a Bíblia é a palavra de Deus, devemos observá-la como “antiga” expressão de um povo.

Toda construção bíblica deu-se no juntar de livros ou lista, lidos e refletidos nas reuniões e celebrações dos antigos povos, galgando, a estes, como que, um patrimônio sagrado. Assim, nasce a expressão Escritura Sagrada, porque, revela a vontade de Deus.

Três pontos devem estar alinhavando a leitura e a interpretação que fazemos da Bíblia, Mesters aponta-os com assertividade, são eles:

- Reflexão sobre a realidade – sem este critério não damos sabor ao alimento que sacia, é o mesmo que deixar a semente fora da terra e querer que nasça a planta;

- O estudo da própria Bíblia – entender a Bíblia pelo que está escrito e, não favorecendo a interpretação da forma mais prática para o leitor. Bem como, qualquer anúncio tem sua objetividade, também a Sagrada Escritura o tem. Uma inteligente metodologia de leitura patrocinará a descoberta do anúncio que o autor diz nas entre linhas;

- A vivência comunitária da fé na ressurreição – é preciso caminhar com Jesus e deixarmos que ele caminhe conosco, ou seja, o ambiente de abertura, de amizade é o ponto mais importante durante a leitura bíblica, respeitando os momentos de reflexão que nasce na comunidade e para a comunidade, que é Igreja. Então, depois desta manifestação amorosa do frei Carlos Mesters à Sagrada Escritura, podemos aferir, que a leitura e a interpretação da Bíblia não se faz só pela razão e o afinco estudo, mas também pela ação do Espírito Santo que aliasse ao coração aberto do homem. “Por isso, além do estudo e da troca de idéias, a leitura da Bíblia deve ter os seus momentos de silêncio e de oração, de canto e de celebração, de troca de experiências e de vivências.”

Assim, que a leitura comece!

MESTERS, Carlos. Flor sem defesa. Uma explicação da Bíblia a partir do povo. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1999.

Jefferson Francisco Muscelli de Araujo (1º TEO)

ViSUALIZAÇÕES