O Reitor do Seminário - Propedêutico e Filosofia Pe. Marciel Silva de Lima

Vocação: Dom de Deus 

Queridos seminaristas, irmãos e irmãs, leitores deste boletim, agosto é mês vocacional, no qual intensificamos as nossas orações por aqueles que Deus, nosso Senhor, chamou e chama para o seu serviço numa vocação específica. Específica porque Deus não chama somente para o ministério ordenado, chama também para o matrimônio, chama para uma vida de consagração, enfim chama a todos e a cada um para que sejamos discípulos missionários seus.

Na audiência geral do dia 06 de julho de 2005, o Santo Padre, o Papa Bento XVI, proferiu as seguintes palavras: “O primeiro gesto divino, revelado e concretizado em Cristo, é a eleição dos que creem, fruto de uma iniciativa livre e gratuita de Deus [...]. Comovo-me ao meditar esta verdade: desde toda a eternidade, estamos diante do olhar de Deus e Ele decidiu salvar-nos. E esta chamada tem como conteúdo a nossa santidade”. Deus nos chama! Ele elege os que creem para que no exercício da sua liberdade se coloquem a seu serviço e a serviço do seu povo. Como afirmou o papa, o chamado tem a ver com a santidade. Sim, santos! Ele nos chama à santidade, para que sejamos “íntegros diante dele no amor” (cf. Ef 1,4), como muito bem nos lembra São Paulo escrevendo aos efésios.

Deus nos chama para segui-lo, pois vocação tem a ver com seguimento. “Segue-me!” disse Jesus a Mateus (Mt 9, 9), a Simão e a André (Mc 1, 17), ao jovem rico (Lc 18, 22). Quando respondemos a este chamado, certamente sentimos em nós uma transformação. A resposta que damos a Deus, a este seu chamado para segui-lo, faz com que vivamos de um modo diferente: abandonamos nossos projetos, nossos sonhos, nossos ideais, enfim, abandonamos tudo para seguir somente a Ele. Assim como “Tiago filho de Zebedeu e seu irmão João”, deixamos imediatamente a barca, a casa de nossos pais e o seguimos (Mt 4, 22).

A propósito, são significativas as palavras do Pe. Francisco Faus, em seu artigo Fidelidade à Vocação, publicado no site presbiteros.com: “A partir do momento em que correspondemos à vocação, já não há planos pessoais, nem há um roteiro pré-estabelecido por Cristo, que vá servir de pauta detalhada para o novo caminho da vida. O caminho é o próprio Cristo, dia a dia, e o roteiro são, em cada momento, os seus passos. Eis que nós deixamos tudo para te seguir – dirá Pedro. Que haverá então para nós? [Não sabia o que viria, nem Cristo lhe explicou com detalhes: Jesus disse-lhe apenas que não ficaria sem nada, mas teria o cem por um (cf. Mt 19, 29)]”.

Cristo: eis o nosso caminho. Todo vocacionado é chamado a seguir as pegadas do mestre, a viver a vida do mestre, a sonhar os sonhos do mestre. Diante das muitas ideologias que o mundo de hoje nos apresenta, ouso dizer que a nossa ideologia, se é que Ele de fato é uma ideologia, deve ser o próprio Cristo: o Cristo homem e o Cristo Deus. O Cristo que assumiu a nossa condição humana, menos o pecado, que viveu entre nós e nos ensinou como deveríamos viver sobre esta terra. O Cristo, Filho de Deus, o Santo, o que na sua humanidade, passando pela cruz, nos livrou da escravidão do pecado e da morte e, ressuscitando glorioso, nos deu vida e vida em plenitude. Eis, meus caros, o que verdadeiramente significa ser vocacionado: morrer para si e nascer para Deus.

Que este mês de agosto possa ser para nós, que caminhamos nas pegadas do mestre (bispos, padres, religiosos e religiosas, seminaristas, leigos e leigas), um período forte de nossa Igreja não somente para rezarmos, a fim de que Deus envie operários para a sua messe. Sim, vamos rezar e devemos fazê-lo, mas Deus somente enviará operários para a sua messe se o deixarmos agir em nossas vidas, na vida de nossas comunidades paroquiais, na vida de nossas famílias, na vida de nossas crianças e de nossos jovens. Que seja, enfim, este mês, para cada um de nós, um tempo forte de encontro pessoal com o Senhor, para que, encontrados por Ele e nos encontrando com Ele, deixemo-nos seduzir, convertamos o nosso coração, mudemos de atitudes e o sigamos de fato.

Festa de Nossa Senhora do Carmo


No dia 09 de julho, o Seminário se fez presente na novena em honra a Nossa Senhora do Carmo, na Catedral. Neste dia, nós, seminaristas, nos despedimos do nosso querido irmão de caminhada, Tibério. Ele deixou-nos para ingressar no PIME (Pontifício Instituto de Missões Exteriores). O PIME foi uma proposta de missão na vida do Tibério. Missão é partir; partir é despedir-se e chegar; despediu-se de nós para chegar em outra cultura, para inculturar-se, para dar tempo ao tempo, em nome de nosso Senhor e de seu Evangelho.


Aproveitamos para agradecer ao Tibério os anos em que esteve conosco, alegrando-nos sempre com seu jeito, cantando e tocando conosco, sendo um conosco. Nossas orações o acompanharão aonde ele for.







 

No dia 16, terminando o período intensivo no Seminário, nós nos reunimos para a Missa diocesana de Nossa Senhora do Carmo, na Catedral, presidida por dom Fernando e concelebrada por grande parte do clero diocesano.












O PIME é uma das propostas. Missão é partir Partir é despedir e chegar, chegar em outra cultura, se inculturar, dar tempo ao próprio tempo ...




Missões na Paróquia de Nossa Senhora de Lourdes


No dia 09 de julho, pela manhã, iniciamos o trabalho de visitas missionárias na comunidade de Córrego Rico, que pertence à paróquia Nossa Senhora de Lourdes de Jaboticabal. No domingo, fomos à comunidade da Usina Santa Adélia e à noite dom Fernando presidiu à Santa Missa de abertura da Semana Missionária na paróquia. Nos dias seguintes, visitamos as casas das comunidades de São Francisco e de São Paulo. Durante a semana, pudemos, além de visitar cada família, nos encontrar com alguns Grupos e movimentos presentes na comunidade, sem contar as celebrações das quais participamos com o concurso dos fiéis. A Missa de encerramento foi presidida pelo Reitor do Seminário e formador da Teologia, Pe. Paulo Miki, no dia 15 de julho.

Agradecemos à Paróquia e, de modo especialíssimo, à comunidade com quem nos envolvemos diretamente. Somos gratos pela acolhida de vocês e pelo entusiasmo com que nos acompanharam presencialmente ou com suas orações pelo bom êxito da missões. Deus lhes conceda a graça de fazer frutificar o que nos permitiu semear.

Capa Agosto/2011 - VOCAÇÃO É CONFIANÇA EM QUEM CHAMA: DEUS!

“Antes mesmo de te modelar no ventre materno, eu te conheci; antes que saísses do seio, eu te consagrei” (Jr 1, 5). Essas são as palavras de Deus ao profeta Jeremias. Nesse mês de agosto, mês vocacional, podemos pensar que Deus fala também a cada um de nós. A pergunta, porém, a fazer é como cada um está respondendo à sua vocação, ao seu chamado. Quantas vezes desejamos possuir algumas coisas e na primeira dificuldade desistimos. Quantas vezes nos pegamos traindo nossos próprios objetivos, nossas metas ou nossos planos.

Em nossas vidas existem vários caminhos vocacionais a serem percorridos, porém, enfatizarei apenas dois: sacerdócio e paternidade. 

No mês de agosto celebramos duas vocações específicas: o dia do Padre (dia 04) e o dia dos Pais (neste ano, dia 13). Como disse o Padre Flávio Profito, em uma de suas homilias na matriz de São José Operário, por ocasião da festividade do dia do Padre: “em minha vida eu poderia ser pai, e, assim, não responder ao chamado de Deus ao sacerdócio; porém, sempre me pergunto se seria um bom pai. Não sou um padre perfeito, reconheço, mas busco com muita humildade ser um bom pastor.” Desta forma, acredito que poderíamos pensar da seguinte forma: tudo posso! Eu posso ser pai, eu posso ser bandido, eu posso ser solteiro, eu posso ser o que bem pensar, contudo, será que teria a graça de Deus me abençoando? O mais importante não é tudo poder, mas tudo poder naquele que nos fortalece, Deus.

Vocação é como uma flor que cultivamos. Devemos sempre sentir suas necessidades, para ela estar bonita e vistosa. O problema é que muitas vezes esperamos ver a flor murcha para saber que ela necessita de água, adubo e carinho. Toda vocação que se liga a Deus, paterna ou sacerdotal, deve realmente enraizar-se em sua fonte, que é o próprio Deus. Não podemos deixar que a vida externa e mundana domine nossa vida, nossa vocação. Devemos, como diz o Padre Waldecir, ser como as rosas que, mesmo rodeados de adubos orgânicos, não exalam fedor, mas um delicioso perfume!

Portanto nossa vocação só se realiza plenamente quando dizemos tudo posso, mas naquele que me fortalece, Deus. Saibamos cuidar de nossa vocação que é a razão de termos força para continuar vivendo. Que nosso chamado possa ser cuidado e que, ao florescer, possa gerar muitos frutos. Cuidemos para não fraquejar nas tentações para que possamos testemunhar com a vida o que dissemos e ouvimos: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!” (Jo 13,34). Somente assim, estaremos realmente respondendo a Deus, que chama a cada um. Que nossa resposta possa se refletir em nosso viver, nossos amigos e nossos familiares.

Paulo Augusto Sesso Salazar – 2° TEO

Está chegando a grande festa de nossa Padroeira NOSSA SENHORA DO CARMO !


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"Aniversariantes do mês!"



"Mês de Julho"

04 - Pe. Adilson Pedro da Silva (Formador Espiritual)
08 - Angela Maria p. P. Rodrigues (Funcionária)
09 - Leandro da Silva Nandes (Filosofia)
20 - Sebastião de Magalhães V. Junior (Teologia)
20 - Jonatan Apdo Goes da Silva (Filosofia)
31 - Pe. Luis Fernando Néris de Souza (Diretor Espiritual)



Felicidades ! Que o Senhor Nosso Deus derrame suas Bençãos sobre vocês, que nos alegra sempre com vossas amizades ! Deus abençoe !

“Para Deus sonhar em mim, preciso me esvaziar”

“Nada nos falta!” Deus sempre nos proporcionou tudo, começando pela vida, que é uma vocação preciosa. Devemos estar abertos ao novo a cada dia, assim Deus dá força e nos sustenta para seguirmos nossa vocação, ensinando aos outros o quanto é bom viver, o quanto é bom entregar a vida nas mãos de Deus, pois ele nos levará e nos guiará por caminhos maravilhosos; basta confiar, Deus sabe o que é bom para nós.

Desde criança aprendi que ser gente é amar e transmitir o que Deus nos transmite, isolar-se não adiantará muita coisa, é preciso testemunhar, comunicar a ação de Deus em nossa vida.

Deus cuida da nossa história, em cada passo da nossa vida existe um tempo, existe uma hora, é preciso respeitar o tempo de Deus e o seu modo de agir. Esperar em Deus é esperar resultados esplêndidos que só conhece quem é íntimo d’Ele.

A força na caminhada vem só e totalmente do Espírito Santo de Deus que nos ilumina, por isso, esperando, esperei no Senhor e Ele atendeu meu clamor. Dei o meu “Sim” e agora só a Ele pertencem todas as obras que eu fizer em seu Nome.

A presença do Espírito Santo de Deus em nossa vida nos reacende a chama da Missão, recria o que o mundo quer destruir. Como em Pentecostes, vem viver em nossos corações, nos une à criação de Deus para que possamos entrar em harmonia e sermos realizadores do Reino junto com os irmãos em Cristo. Basta você e eu conquistarmos o outro pelo que o Senhor, nosso Deus, nos coloca todos os dias.


Particularmente, quero agradecer por tudo o que recebi de todas as pessoas, primeiramente pela minha vocação que Deus me confiou. A Dom Fernando que me acolheu na Diocese, aos meus formadores e aos seminaristas com quem, com todo carinho, me relacionei muito bem, como se fôssemos uma família, aliás, parte da grande família de Deus. Não posso deixar de falar das pessoas com quem fiz amizade nos Institutos onde estudei, IAF (Instituto Agostiniano de Filosofia) e CEARP (Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto). Foi muito boa a convivência! Também agradeço ao povo de Deus com o qual sempre estive ligado nas paróquias onde fiz estágio (São José Operário – Jaboticabal, Menino Jesus de Praga – Franca, Nossa Senhora da Conceição Aparecida – Itirapuã, Nossa Senhora da Conceição Aparecida - Terra Roxa, São Benedito – Monte Alto e Santa Tereza de Jesus - Jaboticabal) e aos Padres que me acolheram e me deram a oportunidade deste serviço. Todos estão preservados em meu coração.

Uma coisa especial que Deus também nos concede é a amizade. Há aqueles que são próximos e há aqueles que mesmo distantes sabem da nossa existência.

Foi muito bom passar um tempo da minha vida, da minha formação inicial nesta diocese e tenham certeza que levarei esse nome onde for. Pela experiência que tive aqui, a certeza é de que me enriqueceu muito e me ensinou o que é ser discípulo misisionário.

“Ide por todo mundo, fazei-os discípulos meus” (Mt 28,19a), essa frase – e tantas outras! – ressoou em meu coração desde o início em que Deus colocava no meu coração o seguimento de seu Filho e nosso Mestre. Hoje sei que o quanto é importante para mim e principalmente para a Igreja de Cristo o ideal é “fazer acontecer o Reino de Deus”, uma frase que nosso Bispo sempre elencou em suas pregações e é neste sentido que a configuração só se tornará plena quando eu inserir cada vez mais em meu coração que “para Deus sonhar em mim, preciso me esvaziar”.



" Enviai, Senhor, muitos operários para vossa messe, pois a messe é grande e os operários são poucos! "
(cf. Mt 9,38) 

Tibério Teixeira Filho (3° TEO).

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